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MANADAS DE MILITANTAS, CURIOSAS E ATÍPICAS

MILITANTA

A Anta, como todos devem saber, é o maior mamífero da América do Sul – e não é de estranhar que seu habitat seja tal porção do Planeta, onde também estejam as maiores populações de mulas, jumentos e fãs do Fresno. Mas há uma variação selvagem e pouco conhecida do Tapir (a Anta), conhecida como MILITANTA, e é ela quer conheceremos hoje.

Venham comigo!

Por que São Diferentes?
São antas como qualquer anta, sem dúvida: a cabeça raciocina tanto quanto a de um bagre. Mas as MILITANTAS saem por aí babando sobre as golas das camisas e repetem palavras de ordem sem saber o significado do que dizem. Além disso, são muito mais agressivas. Não que sejam exatamente corajosas, mas o problema é quando estão em manada.

Manadas Atípicas – I
A atipicidade da manada das MILITANTAS causa espanto, em princípio, pelo fato de que a anta comum seja um animal solitário, enquanto sua variação supostamente ideológica e exponencialmente mais idiota só consegue agir coletivamente. Há plenárias para decidir a ordem dos tópicos da próxima plenária que será uma prévia de outra plenária. Tudo financiado com dinheiro público.

Manadas Atípicas II
Um grupo de elefantes é formado por elefantes, um grupo de leões é formado por leões. Já um grupo de MILITANTAS é formado por… VÁRIOS ANIMAIS. Esse estranho fenômeno é o centro de nosso estudo. Espantoso, amigos!

Durante meses, acompanhamos vários processos da chamada CONVERSÃO. Um guia local, com trânsito entre MILITANTAS e bem pouca inclinação para atividades laborais, nos mostrou exatamente a metodologia.

À primeira vista, causa espanto olhar uma manada de MILITANTAS formada por gaviões, onças, cobras, baratas, ratos, vermes e um sem número de micróbios. Todos no mesmo movimento, aparentemente “engajados” (ainda que num cinismo ridículo).

Eis o que ocorre: segundo uma estranha tradição das MILITANTAS, desde que você emita alguns grunhidos de simpatia partidária, todos os seus pecados são perdoados imediatamente e você é considerado “do grupo”. Também são aceitos os que colaboram financeiramente. Dali em diante, toda a vida pregressa do animal agregado é sumariamente perdoada.

Outras duas características chamam atenção: as fêmeas MILITANTAS ostentam vasto bigode e um mau cheiro absurdo (feromônios, talvez?) vindo de suas juntas (equivalente humano: sovacos). E tais animais, quando juntos e em caminhada, emitem ruídos muito parecidos com aquela musiquinha chata do Geraldo Vandré.

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ARROZ SELVAGEM, ACOMPANHA E É ÂNDERGRÁUNDI

riz_sauvage

Olá, amigos! Não falaremos hoje de um animal, mas sim de um elemento do mundo vegetal, e não por isso menos curioso: O ARROZ SELVAGEM. Todos devem saber que o “arroz só acompanha”, mas o glorioso, esse da selvageria, faz isso de forma realmente peculiar. Não apenas insiste no galanteio infrutífero, mas parte para táticas “do mal”.

Acompanhem!

Estamos na planície do Camboja, onde se cultiva o ARROZ SELVAGEM da forma mais natural possível. Embora seja um cereal solitário e amargo, ele precisa e alguma frutinha por perto, para se agarrar com todas as forças, pois só assim consegue vingar sua existência. Desta feita, as hortas cambojanas contam com algumas árvores de belas frutas, em volta das quais crescem e transbordam os milhares de ARROZES SELVAGENS.

Perguntei ao nosso guia local, também um exímio violoncelista, se havia qualquer risco do ARROZ SELVAGEM destruir as belíssimas frutinhas das árvores. Ele respondeu que não, pois os cereais eram inofensivos, não faziam coisa alguma, não comiam nada e só ficavam ali acompanhando, mesmo. Mas, quando plantados longe dessas árvores, não cresciam. A crença cambojana era a seguinte: o ARROZ SELVAGEM precisa de uma frutinha bonita para admirar, mas não faz nada com ela.

Eles acham uma história bonita, mas talvez haja um fundo de melancolia. Insisti, perguntando ao guia se não havia mesmo a menor possibilidade do ARROZ SELVAGEM causar algum tipo de mal, e ele passou relatos um tanto quanto estranhos. Vez por outra, os frutos da árvore B’Ahranga, desapareciam, provavelmente DEGLUTIDOS pelos cereais. Mas sempre de forma escondida. Talvez seja uma lenda, dessas feitas para impressionar forasteiros.

Curioso, também, que o ramo da ciência a estudar o ARROZ SELVAGEM seja a psicobiologia. Isso porque descobertas recentes revelaram algo assombroso: na verdade, ele não passa de arroz normal, apenas com carapaça similar a um ‘casaco’, fingindo a tal selvageria – talvez como forma de preservação. Trata-se, portanto, de arroz como outro qualquer. O aspecto selvagem, ou ‘cara de mau’, é pura falcatrua supostamente evolutiva.

Como qualquer arroz, só serve mesmo para acompanhar.

O bom gourmet sabe bem os diferenciais do ARROZ SELVAGEM. Além de, obviamente, apenas acompanhar, ele também faz muitas outras coisas: banca o rebelde, escreve livros revolucionários sobre si próprio, possui banda ou – no mínimo – toca algum instrumento, entre tantas outras coisas. Mas seu principal comportamento no prato é desprezar os alimentos que se declaram putanheiros – seu diferencial é não ser como esses tais.

Por mais que seja SELVAGEM, ele procura se mostrar mais POÉTICO, SENSÍVEL e faz de cada companhia uma coisa ÚNICA. Enfim: manja aquele motoqueiro de Harley, velho e rico? Tira a moto e o dinheiro. Eis o ARROZ SELVAGEM. Sempre acompanhando. Somente acompanhando.

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SANGUESUGA SOCIOESCROTAL: ANELÍDEO 2.0

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Cá estamos, amigos leitores e amantes da natureza, nas Pradarias do Novo México, precisamente nas imediações do Estádio Jalisco, em Guadajalara, viaduto que vai do Belém pro Belenzinho. Exatamente aqui, como se sabe, vive um dos mais inacreditáveis vermes de todo o planeta: a SANGUESSUGA SOCIOESCROTAL, conhecida como o “Anelídeo 2.0″.

Em princípio, consideramos complicado localizá-las, pois tipicamente se alimentam do sangue de animais opulentos, justamente sugando o escroto desses bichos (nota do aventureiro: é errado dizer “bolsa” ou “saco escrotal”, já que “escroto” significa exatamente isso).

Mas um guia local, que também jogou de lateral-direito numa pelada, nos ensinou artimanha interessante para atrair as criaturas: brindes. Isso mesmo: espalhamos pequenos acepipes, equipamentos eletrônicos de baixo custo e até mesmo adesivos. Em pouco tempo, elas vinham rastejando, aos montes, ávidas pelos regalos.

Depois disso, pudemos segui-las de volta ao habitat e assim, finalmente, flagramos ‘in loco’ o comportamento “2.0″, o tal COOPERATIVISMO NATURAL, a rede engendrada de colaboração corporativa por vermes até então tidos como apenas repugnantes.

É o seguinte: cada pequeno grupo de Sanguessuga Socioescrotal possui seu hospedeiro próprio. Mas os períodos de fartura sanguínea nas bolas do saco são alternados. Então o que fazem? Uns CONVIDAM OS OUTROS PARA MAMAR NO ESCROTO DOS RESPECTIVOS!

Isso mesmo!

Essa verdadeira “cultura em rede”, ludibriando os animais hospedeiros, deu suporte ao apelido “dois ponto zero” às sanguessugas. Uma LITERALMENTE pula pro saco da outra, e assim sucessivamente, em verdadeira “ação entre amigos” na categoria dos vermes.

Mas há um ritual importante. Embora sejam anelídeos, ou seja, criaturas primárias, as sanguessugas precisam fazer uma espécie de DANÇA DO AGRADECIMENTO após mamar no testículo alheio diante do convite. Em caso contrário, jamais será convidada e, digamos, fica “queimada no meio das demais”. Foi o que observamos.

Pra ser social, tem que fazer média.

Continuem conosco nesse giro pelo mundo fantástico dos animais, vegetais e talvez até mesmo minerais e seus comportamentos tão diferentes daqueles dos seres humanos.

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FO-FOCA, ALASTRADORA DE ONDAS E TENDÊNCIAS

Hoje, amigos, conheceremos uma curiosa criatura aquática! Trata-se da FO-FOCA, oriunda das águas geladas do sul do Pacífico, mas também avistada em eventos de celebridades, portais alternativos e frilas muito mal remunerados. Até o século XIX, eram confundidas com baleias, e foi exatamente Charles Darwin quem percebeu sua real natureza: são mamíferos, apesar do tamanho. Na verdade, o bigodinho de Alexandre Pires entregou a rapadura.

A peculiaridade desse tipo de foca está no som emitido. O barulho não é apenas incomum, mas principalmente uma IMITAÇÃO PERFEITA daquele das “Leoas Bibas da Pishta”. Não se sabe até que ponto isso colaborou em sua evolução, mas é inacreditável o esforço empreendido pelas Fo-Focas quanto aos ruídos idênticos, gírias e até o jeito de dançar nas baladas do baixo Augusta.

Como todo animal carnívoro – ainda que se alimente de sardinhas -, a Fo-Foca é traiçoeira. Por isso, é preciso cuidado redobrado. Um guia nativo nos acompanhou para que pudéssemos observar seus hábitos ‘in loco’, mas sempre a uma distância segura – se chegamos muito perto, elas podem inventar algum boato a nosso respeito. Descobrimos, por exemplo, que além de copiar os sons das “Leoas Bibas”, elas também se afeiçoam a bandas alternativas a depender da graninha que levam (por dentro ou por fora). Como disse, não se pode confiar numa Fo-Foca.

Perguntamos ao nosso guia local se a carne da Fo-Foca servia para consumo e ele disse que não comeria nem depois de beber Cavalinho, Velho Barreiro, Jamel, 3 Fazendas ou até mesmo a já pouco difundida Pitu. Olhamos novamente para os espécimes esparramados sobre as pedras e demos razão ao nativo.

Também pudemos observar que são uma espécie migratória e gostam de alardear – SEMPRE COM O MALDITO E INFERNAL RUÍDO IMITADO! – as viagens realizadas. Quase sempre é para a Praia Grande ou lugares igualmente nobres como Gonzaga, Boqueirão, Biquinha etc. No máximo, aquele pacote Buenos Aires pela CVC, pago em mais vezes que um Dormitorio Bergamo na Marabras. Ainda assim, gostam de fazer de conta que foram viagens maravilhosas, sempre exibindo às demais Fo-Focas ornamentos aparentemente orgulhosos.

Porque é o seguinte: elas se alimentam de sardinha, mas deu pra ver que arrotam camarão.

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GATOS DOS AVATARES, PERIGOSO FELINO

Queridos leitores, antes de tudo é uma honra contar com sua audiência neste inigualável programa de aventura transcrito para a linguagem blogueira. Vocês me conhecem talvez pelos mais de 60 blogs de temas variados, mas aqui pretendo mostrar a faceta selvagem e um tanto desconhecida do mundo animal blogueiro; e, por que não dizer?, também vegetal e até mesmo protozoário.

No episódio de hoje, conheceremos o terrível e inigualável GATO DOS AVATARES, perigoso felino das estepes subsaarianas da América do Norte, quase divisa com o Cáucaso. Tanto macho quanto fêmea são violentíssimos e atacam sem dó nem piedade. Mostraremos agora aquilo que emissora alguma jamais conseguiu flagrar: a METODOLOGIA DE ATRAÇÃO E DEVASTAÇÃO DAS VÍTIMAS.

Venham comigo!

Não foi fácil encontrar o GATO DOS AVATARES, mas um guia local, depois de semanas – e de roubar alguns de nossos equipamentos -, levou-nos às misteriosas rochas onde eles se escondem. É impressionante, amigos.

Funciona assim: os felinos ficam atrás das pedras, colocando apenas uma parte do rosto atrás de fendas quadradas, atraindo pequenos mamíferos por meio de grunhidos aparentemente simpáticos. Nossas câmeras focalizaram tudo! Pelas fendas, eles são BONITOS. Sim, isso mesmo: eles atraem as presas pela beleza!

Mas tão-logo os pobres-coitados chegam perto, o que se vê é o bote de uma das mais ridículas e absurdamente feias criaturas já produzidas pela natureza. É possível dizer, sem muita chance de errar, que não são as dentadas mas sim o SUSTO que mata os pobres roedores.

Malandro! É um susto do caceta! Porque o camarada imagina que tirou a sorte grande, não é? Fui seduzida por um bonitão, ou por outra: faturei uma beldade. E de repente aparece aquele verdadeiro MONSTRO. Seguramente a morte é por ataque cardíaco. Ser devorado é de somenos importância. O maior um-sete-um estético da paróquia, prezados!

Dizem que alguns comportamentos humanos derivam dessa tática natural, talvez por transmissão de DNA ou alguma outra faceta que desconhecemos. Mas isso é papo para outro debate. Fiquem com as imagens terríveis dos tenebrosos GATO e GATA DOS AVATARES.

Na semana que vem tem mais. São vários os bichos, plantas e micróbios nesse mundo natural correlato aos comportamentos internéticos. Fiquem conosco!

Atualização de última hora (porque tem muito disso):

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